Tudo começou com um martelo e pregos

​O Servo de Deus José María Hernández Garnica, foi um dos primeiros sacerdotes da Prelazia do Opus Dei, que contribuiu para difundir a mensagem de São Josemaria por toda a Europa. Na vida de José María, o encontro com o fundador do Opus Dei foi decisivo para entregar a sua vida a Deus.

Favores e relatos
Opus Dei - Tudo começou com um martelo e pregos 19 de março de 1944, com São Josemaria e José María Albareda

No Outono de 1934, José María Hernández Garnica conheceu o Opus Dei e o seu Fundador. Assim que chegou à Residência da Rua de Ferraz, São Josemaria cumprimentou-o e disse-lhe: “Olá, Chiqui, muito bem! Olha, pega neste martelo e nuns pregos e, anda, vai pregá-los ali em cima”. Gostou muito deste gesto e, desde esse momento, sentiu-se muito bem acolhido, como em casa. Estudava Engenharia de Minas na Escola Técnica Superior de Madrid (Excerto de: José Carlos Martín de la Hoz, Por los caminos de Europa, ed. Palabra, Madri, 2004).

As conversas com São Josemaria, os tempos de oração, as horas de estudo e a convivência com os outros estudantes que frequentavam a academia DYA, foram atuando na sua alma. No seu último ano de vida, numa meditação escrita recordava aqueles primeiros meses: “Quando já tinha 20 anos fui pela primeira vez à Residência de estudantes da Obra, ali descobri um mundo novo, que consistia em dar sentido à vocação e às virtudes cristãs, aprender a relacionar-me com Deus até atingir o conceito de filho de Deus. E um lento, mas constante progresso nas virtudes cristãs. Quer dizer, aprendemos a falar com Deus, a conhecer a amorosa Providência divina, o sentido sobrenatural do trabalho, que dava pleno sentido cristão à nossa vida. E tudo isto num clima de amizade que nos levava a ser humildes, desconfiando de nós próprios, e que abria um panorama novo ao descobrir a alegria de dar” (Meditação pregada por José María Hernández Garnica, 8.V.1972, AGP, JHG, E-00069, p. 2).

Apreciou especialmente o ambiente de alegria que se respirava e o respeito pelas opiniões dos outros. Ao longo da vida recordou muitas vezes que havia lá um quadro com as palavras do Mandamento do Amor, tiradas do evangelho de São João. Desse modo crescia na alma daqueles estudantes a necessidade de se estimarem e de compreenderem diferentes pontos de vista.

José María Hernández de Garnica em 1928

Aprendeu a fazer o oferecimento de obras e a lutar para pensar em Deus ao longo do dia. Rezava o Terço, e fazia um bom tempo de oração mental. Para assistir à Missa tinha que madrugar, para depois chegar pontualmente às aulas na Escola de Minas. Este plano de vida ajudou-o a encontrar Deus no meio das tarefas quotidianas.

Pouco a pouco, o Senhor meteu-se com mais intensidade na sua alma, até que descobriu que lhe pedia a entrega total da sua vida. Aquele rapaz de maneiras elegantes, que falava mais com o olhar do que com as palavras, decidiu responder à chamada de Deus no dia 28 de Julho de 1935. Desde esse momento aumentou a preocupação apostólica pelos seus amigos, que convidava para receberem formação cristã. Com o seu bom humor e as suas típicas frases madrilenas, fazia rir todos.

Chiqui descobriu imediatamente, e agradeceu toda a vida, o espírito de família que desde o começo se vivia no Opus Dei, “onde se quer bem e se nota o ser-se constantemente querido” (Meditação pregada por Jose María Hernández Garnica, 28.II.1972, AGP, JHG, E-00063, p. 1).

Mais informação: Site da Igreja de Montalegre sobre D. José María Hernández Garnica