Preparando a festa de São José

A Igreja, seguindo um costume antigo, prepara a festa de S. José, dia 19 de março, dedicando ao Santo Patriarca os sete domingos anteriores a essa festa, lembrando as principais alegrias e dores da vida de S. José. Disponibilizamos alguns textos para ajudar a conhecer melhor «José, o silencioso».

Mensagem
Opus Dei - Preparando a festa de São José

A festa de São José expande-se, sobretudo, a partir do século XV, principalmente graças a Santa Teresa d' Ávila. O Papa Gregório XV inscreveu-a no calendário de toda a Igreja em 1621, e que fomentou a devoção dos sete domingos de São José, concedendo-lhe muitas indulgências.

O Santo Padre Pio IX outorgou-lhes atualidade perene com o seu desejo de que se recorresse a S. José para acudir à então situação aflitiva da Igreja universal. A partir de 1962, S. José é nomeado na Oração Eucarística I (designada cânon romano).

Um antigo costume da Igreja encoraja os fiéis a acudir ao pai adotivo de Jesus, de forma mais assídua ao longo dos sete Domingos que precedem a sua festa, com vista a considerar aspectos, muitas vezes menos conhecidos, daquele que é Padroeiro da Igreja Universal (1870) ou, também, Padroeiro dos trabalhadores (1889).

Como é que São Josemaria imaginava São José
Eu imagino-o jovem, forte, talvez com alguns anos mais do que a Virgem, mas na plenitude da vida e do vigor humano. Sabemos, porém, que não era uma pessoa rica: era um trabalhador, como milhões de outros homens em todo o mundo; exercia o ofício fatigante e humilde que Deus havia escolhido para Si ao tomar a nossa carne e ao querer viver trinta anos entre nós como outra pessoa qualquer.
A Sagrada Escritura diz-nos que José era artesão. Vários Padres acrescentam que foi carpinteiro.Das narrações evangélicas depreende-se a grande personalidade humana de José: em nenhum momento surge aos nossos olhos como um homem apoucado ou assustado perante a vida; pelo contrário, sabe enfrentar os problemas, ultrapassar as situações difíceis, assumir com responsabilidade e iniciativa as tarefas que lhe são confiadas (Cristo que passa, n. 40).

José devia tirar muita gente de dificuldades, com um trabalho bem acabado. Seu trabalho profissional era uma ocupação orientada para o serviço, tinha em vista tornar mais grata a vida das outras famílias da aldeia; e far-se-ia acompanhar de um sorriso, de uma palavra amável, de um comentário dito como que de passagem, mas que devolve a fé e a alegria a quem está prestes a perdê-las.

As vezes, quando se tratasse de pessoas mais pobres do que ele, José devia trabalhar aceitando em troca alguma coisa de pouco valor, que deixasse a outra pessoa com a satisfação de pensar que tinha pago. Normalmente, cobraria o que fosse razoável, nem mais nem menos. Saberia exigir o que em justiça lhe era devido, já que a fidelidade a Deus não pode significar renúncia a direitos que na realidade são deveres: São José tinha de exigir o que era justo, pois com a recompensa desse trabalho precisava sustentar a Família que Deus lhe havia confiado. (É Cristo que passa, 51-52)

Download do folheto sobre as dores e alegrias de São José, com ilustrações do santuário de Torreciudad.